Profissão Prático


Profissão Prático

Você já se perguntou como os navios de grande porte aportam com segurança e precisão em portos de todo o mundo?

Para realizar essa manobra existe um profissional específico chamado prático, que contribui com a movimentação do comércio exterior, importação e exportação, de todo o país. O nome é proveniente da área marítima em que ele atua, ou seja, as áreas portuárias são denominadas áreas de praticagem, por isso, prático.

“O Prático é um aquaviário não tripulante, que presta “serviços de praticagem” embarcado. O “Serviço de Praticagem” é o conjunto de atividades profissionais de assessoria ao Comandante de um navio, requeridas por força de peculiaridades locais que dificultem a livre e segura movimentação da embarcação”, explica a Diretoria de Portos e Costas, organização militar subordinada ao Comando da Marinha do Brasil.

Breve história da praticagem

Com a rubrica do Príncipe Regente D. João VI, entrou em vigor o Regimento para os Pilotos Práticos da Barra do Porto da Cidade do Rio de Janeiro, assinado pelo Visconde de Anadia, Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos.

Com isso, em 28 de janeiro de 1808, foram implantados os primeiros Serviços de Praticagem organizados no Brasil, que apresentavam características que são preservadas até os dias atuais.

Os primeiros práticos do Brasil eram portugueses, assim como, o patrono da praticagem brasileira: o capitão Francisco Marques Lisboa, pai do almirante Tamandaré, que é, por sua vez, patrono da Marinha brasileira.

Salário de Prático e carga horária

O mais atrativo é a remuneração que a profissão oferece. Os Armadores (grandes transportadores marítimos) são responsáveis pela remuneração, mas o Estado é responsável por regulamentar a profissão definindo as regras de atuação em campo, fiscalizando o exercício do cargo e coordenando o recrutamento de mão-de-obra.

“A carga horária de trabalho é função de uma série de fatores, entre os quais: o número de Práticos disponíveis na Zona de Praticagem; a intensidade do tráfego de embarcações; e a complexidade das manobras e as distâncias de navegação envolvidas”, conta a Diretoria de Portos e Costas.

As Normas da Autoridade Marítima para o Serviço de Praticagem (NORMAM-12/DPC) também estabelecem os limites máximos de carga laboral de modo a evitar a fadiga do profissional e o mínimo de manobras necessárias para a manutenção da qualificação dos práticos.

“Os práticos não são servidores públicos, seus rendimentos não provém de salário, mas do pró-labore que recebem pelo trabalho que desenvolvem nas sociedades , sendo que os valores dos salários podem variar de R$1,5 mil a 20 mil reais por mês”, explica Ricardo Falcão, presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra).

Características de um profissional de praticagem

O prático precisa ter nível superior e uma sólida formação náutica e bilíngue. Após a aprovação em processo seletivo público, é submetido a um treinamento de dois anos, acompanhando as manobras de um prático habilitado.

“Durante esse período recebem um treinamento específico (on-the-job-training) que lhes permite adquirir as habilidades necessárias ao embarque, condução e manobra dos diversos tipos de embarcações que frequentam uma determinada Zona de Praticagem – o Brasil possui 22 –, nas mais diversas condições existentes, além de um profundo conhecimento das peculiaridades locais dessa zona”, esclarece Ricardo Falcão.

Mercado de Trabalho

De acordo com Ricardo Falcão, sempre haverá trabalho para práticos, pois mais de 90% das trocas comerciais do Brasil se realizam por mar, o que significa que sempre haverá navios entrando e saindo de nossos portos.

“O maior desafio é reunir os conhecimentos necessários para qualificar-se bem para o processo seletivo. A seguir, ter muita disposição e excelente saúde e forma física para enfrentar árduo treinamento e o dia a dia da profissão, que é, em essência, intelectual, mas exige boa saúde e habilidades físicas para chegar e sair do local de trabalho”, ressalta Ricardo.

Ainda, de acordo com a Diretoria de Portos e Costas, o sucesso é decorrente de muito estudo e dedicação, tanto para lograr êxito na prova escrita, tanto para atender as demais exigências da seleção coma a prova prática e, posteriormente, concluir o processo de qualificação na zona de praticagem designada.

FONTE:Catho
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