Conserto de computador está em alta


Conserto de computador está em alta

Com falta de mão de obra especializada mercado de assistência técnica anima os profissionais do ramo

Montar um empreendimento voltado para manutenção, conserto ou mesmo venda de computadores pode ser um excelente negócio. Segundo dados da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software), o mercado brasileiro de programas e serviços de computador ocupa o sétimo lugar no mercado mundial e garantiu ao Brasil subir três posições no ranking, na comparação com o levantamento anterior.

Alguns preferem usar a própria casa para oferecer o serviço e outros aproveitam um espaço para montar a assistência técnica. A consultora do Sebrae-SP Beatriz Micheletto diz que o primeiro passo é definir esse local. A diferença, segundo ela, é que em casa há menos custos. Já ter a loja dá mais credibilidade. “É importante que o local seja de fácil acesso e com espaço para estacionamento, tendo em vista que o cliente provavelmente irá de carro e com o produto de casa”, explica.

O tamanho do investimento varia de acordo com o tamanho do projeto do empreendedor. Segundo Beatriz, o pontapé inicial gira em torno de R$ 30 mil.

Vagner Alex da Silva, de 37 anos, possui uma assistência técnica na Lapa desde 2008. Ele começou a trabalhar com TI (tecnologia a da informação) em 1999, quando passou a ter clientes fora da empresa. “Eles me incentivaram a abrir um negócio e, em 2003, resolvi encarar.” A maior parte do seu serviço era feito na casa ou na empresa do cliente, mas, com o tempo, Vagner sentiu a necessidade de ter uma loja física. Seu investimento inicial foi de R$ 4 mil, já que não vende produtos.

Beatriz conta que os três primeiros anos são os mais críticos. “Nesse tempo, é crucial ter um capital de giro para se manter.” O setor, contudo, exige diferencial. “Hoje, investir em conhecimento de manutenção de notebook é essencial porque é um dos mais procurados e com baixa concorrência por falta de mão de obra especializada”, conta Vagner.

Sobre a divulgação, Vagner trabalha apenas com o “boca a boca”, mas Beatriz diz que só isso não basta. “O ideal é investir na criação de um site, de uma fan page e distribuir panfletos, por exemplo. Isso dá mais visibilidade ao trabalho.”

Conhecimento/ Segundo Beatriz, a vantagem desse segmento é que poucos têm conhecimento tecnológico. “É um setor rentável porque o grande público não o domina. Isso faz com que as pessoas procurem esse técnico para lhe prestar o melhor serviço.” 

Vagner vai ainda mais longe. “Não dá pra abrir um negócio visando apenas o lucro. O contato com as pessoas e realidades diferentes é o que mais dá prazer”, afirma.

Setor se renova constantemente e exige atualização

O mundo digital vive em constante processo de renovação, exigindo a atualização dos equipamentos e dos softwares. Vagner diz que é importante se atualizar não só pela internet, mas também fazendo cursos. “Internet ajuda bastante, mas nem tudo são de fontes confiáveis.” Ele já fez de oito a dez cursos na área e, além deles, faz outros on-line, com conteúdo em videoaula.

Para quem pensa em se especializar, a Fatec (Faculdade de Tecnologia) dispõe de uma gama variada de cursos técnicos na área e em diversas unidades,  como análise e desenvolvimento de sistemas, gestão da tecnologia da informação, gestão de negócios e inovação, informática para negócios, materiais, processos e componentes eletrônicos, redes de computadores, sistemas para internet, entre outros. O vestibular do primeiro semestre de 2014 ocorreu no dia 8 de dezembro, mas a escola, por meio da assessoria de imprensa, informou ao DIÁRIO que a previsão de abertura das inscrições para o segundo semestre de 2014 é em abril.

JÉSSICA LIMA

FONTE:http://diariosp.com.br
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