“Tem o que fazer, sim: sair na rua e pedir a renúncia da presidente”, afirma Skaf"


“Tem o que fazer, sim: sair na rua e pedir a renúncia da presidente”, afirma Skaf"

Presidente da Fiesp e do Ciesp lista erros do governo Dilma, mas ressalta que a crise é política

Agência Indusnet Fiesp

Em Bauru, cidade que visitou nesta sexta-feira (4/3), o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, responsabilizou a crise política pelas más condições da economia. Para ela se recuperar é preciso reestabelecer a confiança e a credibilidade, afirmou Skaf, o que exige algum fato forte na área política. “Acredito que o pode acontecer de mais forte e rápido é a renúncia da presidente da República”, disse.

Na opinião de Skaf, a sociedade pode ajudar. “Tem o que fazer, sim. É sair na rua e pedir a renúncia da presidente da República, é isso o que tem que fazer, hoje, amanhã, depois de amanhã.” A alternativa, diz, é que o processo de impeachment caminhe com celeridade no Congresso Nacional. Resolvida a crise política, as coisas voltariam a seu lugar. “Rapidamente nós teríamos uma mudança de ambiente, de confiança, e as coisas começariam a se recuperar.”

Erros do governo

Gastar demais, desperdiçar demais e se endividar demais foram erros de Dilma na condução da economia, explicou Skaf. Isso levou a taxas de juros elevadas. As despesas superaram o aumento da arrecadação. “E como em toda casa, empresa ou na vida da gente, quando você gasta muito mais do que você ganha, um dia a bomba estoura”, afirmou.  Para piorar, há muita burocracia, e os projetos de infraestrutura não são tocados com a velocidade necessária.

Os problemas acabam afetando toda a sociedade brasileira. “Todos fazem parte, todos nós, comércio, indústria, agricultura”, disse Skaf. Todos estão no mesmo barco. “Você não tem alguém fora. Ou vai bem, ou vai mal. Quando o país não vai bem não há milagre.” Skaf lembrou que o PIB (produto interno bruto, a soma das riquezas produzidas) do Brasil encolheu 4% no ano passado, enquanto o mundo cresceu 4%. Para este ano, a perspectiva é de nova queda do PIB, e o desemprego está acelerado. “A indústria caindo, como caiu o ano passado, em torno de 10%, está indo mal, lojas fechando, indústrias fechando. Vai todo mundo mal.” Em compensação, “no momento em que se recuperar, recupera para todos também”.

Não ao aumento de impostos

Skaf participou em Bauru do lançamento da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos e a volta da CPMF. Em giro por cidades da região, o presidente da Fiesp e do Ciesp foi ao lançamento da campanha também em Jaú. O símbolo da campanha, um pato gigante, foi montado em praças das cidades em que ela foi lançada. “É o trabalho que o pato faz”, explicou Skaf. “Ele anda, vai de uma cidade para outra, colhe assinaturas e depois vai para Brasília, para fazer a pressão necessária.” A campanha já conseguiu a adesão de mais de 1,2 milhão de pessoas, que assinaram seu manifesto ou se registraram no site.

A campanha “Não Vou Pagar o Pato” teve início em São Paulo, em setembro de 2015, em frente à sede da Fiesp, e vem percorrendo cidades do interior paulista e de outros Estados. O pato já esteve também na Baixada Santista, Brasília (DF), Rio de Janeiro, Salvador e Curitiba.

Lançamento, com a participação de Paulo Skaf, da campanha Não Vou Pagar o Pato em Bauru. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Programa Atleta do Futuro

Também presidente do Sesi-SP, Skaf participou da renovação de parcerias da entidade com prefeituras da região no Programa Atletas do Futuro. Em Jaú o convênio atenderá 1.545 alunos com a prática de xadrez, karatê, natação, futsal, judô, capoeira, basquete, atletismo e handebol. Em Igaraçu do Tietê atenderá 320 alunos nas modalidades de futebol, basquete e futsal. São 380 os alunos contemplados em Pederneiras, em futsal, judô, caratê e futebol. Handebol é a modalidade oferecida em Agudos, para 40 alunos. Em Borebi, 150 alunos, no futsal. Os 250 alunos beneficiados em Macatuba poderão praticar basquete, futebol, voleibol e futsal.

Na renovação do PAF em Bauru 760 alunos serão atendidos, com a prática de futsal, natação e judô.

O Programa Sesi-SP Atleta do Futuro contempla crianças e jovens entre 6 e 17 anos, com atividades organizadas em três fases, adequadas para cada faixa etária.

Na fase que compreende crianças entre 6 e 8 anos, os instrutores trabalham para promover qualidade de vida, integração e socialização por meio de jogos e brincadeiras lúdicas. A partir dos 8 anos, os participantes iniciam a prática esportiva, conhecendo as diversas modalidades e suas diferenças.

Dos 11 aos 17 anos, os alunos optam por uma modalidade e realizam treinos específicos. Nesta fase, os atletas podem representar a equipe do Sesi-SP em competições estaduais e nacionais.

Por se tratar de programa de formação esportiva com metodologia própria do Sesi-SP, as aulas esportivas são complementadas por intensa programação nos finais de semana com a participação da família. Todos os profissionais envolvidos passam por capacitações e os alunos têm acesso a todos os materiais necessários para a prática de diferentes modalidades de esporte.

FONTE:Fiesp
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