Balança comercial paulista fecha 2015 com déficit de US$ 12,1 bilhões


Balança comercial paulista fecha 2015 com déficit de US$ 12,1 bilhões

Diretoria Regional de Campinas teve maior déficit no ano

O saldo da balança comercial do Estado de São Paulo foi deficitário em US$ 12,1 bilhões no acumulado do ano de 2015, no âmbito agregado (cálculo feito a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas). As exportações somaram US$ 51,7 bilhões, com queda de 10,6% em relação ao mesmo período de 2014. As importações acumularam US$ 63,8 bilhões, uma queda de 24,8% em relação ao ano de 2014. Os números foram divulgados nesta terça-feira (2) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Para efeito de comparação, o saldo da balança comercial do Brasil no acumulado do ano de 2015 foi superavitário em US$ 19,7 bilhões, ante um déficit de US$ 4,1 bilhões no mesmo período em 2014. As exportações brasileiras atingiram US$ 191,1 bilhões no acumulado no ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Já as importações acumularam US$ 171,5 bilhões (25,2% a menos que em 2014).

Análise por Diretoria Regional

As Diretorias Distritais de São Paulo ficaram em primeiro lugar no Estado no volume de exportações entre as 39 Diretorias Regionais analisadas, atingindo US$ 7,5 bilhões no acumulado do ano de 2015. Este valor representou um crescimento de 0,8% em relação aos US$ 7,4 bilhões exportados no mesmo período de 2014. Os pesos principais ficaram por conta das exportações de açúcar (17,8% da pauta) e de sementes e grãos (15,5%). A região também ficou em primeiro no volume importado pelo Estado, com US$ 11,3 bilhões, 19,7% menos que no ano de 2014. Os aparelhos e instrumentos mecânicos aparecem como destaque, respondendo por 13,2% da pauta importada, seguidos por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,1%). Com esses resultados, o saldo da balança comercial da DR de São Paulo foi o 2º maior déficit entre as diretorias. A balança comercial registrou no período saldo negativo de US$ 3,8 bilhões.

Em segundo lugar no ranking de exportações ficou a DR de São José dos Campos, que alcançou US$ 6,5 bilhões no acumulado do ano de 2015, 4,9% superior ao acumulado no mesmo período de 2014 (US$ 6,2 bilhões). O principal responsável foram as aeronaves, com 57,8% da pauta exportadora da região. A mesma diretoria obteve o 3º lugar em volume de importações, com um total de US$ 7,4 bilhões, uma queda de 49,8% em relação ao importado no acumulado do ano de 2014. O saldo da balança comercial da DR de São José dos Campos foi o 8º mais negativo entre as diretorias, com um déficit de US$ 898,5 milhões, menor que no ano de 2014, que foi de US$ 8,6 bilhões.

A DR de São Bernardo do Campo obteve o 3º lugar no ranking de exportações, com um volume de US$ 3,4 bilhões no ano de 2015, 6,2% a menos do que foi exportado no mesmo período do ano anterior (US$ 3,6 bilhões). O destaque foram os veículos e suas partes (73,8% da pauta).

Quanto às importações, a DR de São Bernardo do Campo totalizou US$ 2,2 bilhão no acumulado do ano de 2015, uma queda de 31,4% em relação aos US$ 3,2 bilhões em importações no mesmo período de 2014. O destaque foi a importação de veículos e suas partes (29,3% da pauta). Essa diretoria teve o 3º maior superávit da balança comercial no ano de 2015, com US$ 1,2 bilhão de saldo positivo, 186,7% a mais que o superávit do mesmo período do ano anterior.

A DR de Campinas ficou em 2º lugar no ranking de importações, com US$ 9,7 bilhões no acumulado do ano de 2015, uma queda de 15,1% em relação ao mesmo período de 2014. Os destaques das importações ficaram por conta de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,2% da pauta) e dos aparelhos e instrumentos mecânicos (15,3%). Essa diretoria também teve o maior déficit comercial entre as regionais, com US$ 6,7 bilhões no ano de 2015.

Como é feito o levantamento

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o saldo comercial por município do Estado de São Paulo referente ao acumulado do ano de 2015. O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp fizeram uso desses dados para elaborar uma análise do comércio exterior de cada uma das 39 Diretorias Regionais (DR) do Ciesp.

Há diferenças de metodologia no cômputo das exportações por Unidade de Federação e Município. Segundo definição da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para a Unidade da Federação, o critério para as exportações leva em conta o Estado produtor da mercadoria, independentemente de onde está localizada a empresa exportadora. No critério para as exportações por municípios leva-se em conta o domicílio fiscal da empresa exportadora, ou seja, os produtos contabilizados são de empresas com sede no município, independentemente de onde a mercadoria foi produzida.

Para efeito de comparação com as Diretorias Regionais, os dados de comércio exterior para o Estado de São Paulo, neste trabalho, são calculados a partir da soma das exportações e importações dos municípios paulistas.

Agência Indusnet Fiesp

FONTE:Fiesp
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