Dificuldades econômicas afetam financiamentos e gastos com pesquisas científicas


Dificuldades econômicas afetam financiamentos e gastos com pesquisas científicas

O cenário não promissor para a pesquisa no Brasil. Diante dos cortes de gastos para evitar um rebaixamento do crédito soberano, a CAPES anunciou um reduções de 75% em seu Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP). Desde então, o País tem adotado uma abordagem rigorosa nos gastos públicos para lidar com a inflação e alcançar um superávit orçamental de 1,2% em 2015. Outra má notícia é que o programa de pós-graduação da Universidade Federal da Bahia foi temporariamente cancelado devido ao corte drástico (130 a 316 mil dólares), realizado pelo PROAP nos fundos de financiamentos.

O Ministério da Educação defendeu-se e minimizou a gravidade ao alegar que cerca de 90% dos fundos em 2015 permaneceria intocável e que outras fontes de financiamento não seriam afetadas. Segundo, Renato Janine Ribeiro, Ministro da Educação até o final de setembro, a austeridade fiscal poderia representar uma ameaça real ao ensino superior. As reduções orçamentárias podem também restringir o emprego para pesquisadores brasileiros.

O Brasil conquistou atenção por sua proeminente economia. Até então o progressivo desenvolvimento acadêmico indicava um grande caminho no que diz respeito às pesquisas científicas. Porém, os cortes de orçamento revelam um rumo diferente.

O nível econômico nacional, o mau estado das contas fiscais e a transparência reduzida afetam o status de crédito soberano brasileiro, eleva os custos direcionados aos empréstimos e provoca desvalorização da moeda, refletindo imediatamente na pesquisa e ensino superior. Sem mencionar, a influência que isso causa na posição internacional do Brasil como país que coloca grande ênfase em pesquisa por meio de financiamentos internacionais, programas de intercâmbio, diplomas de alta qualidade, entre outros.

Mesmo que as medidas de austeridade ajudem a trazer a economia de volta aos trilhos, o cenário em longo prazo não parece positivo. De acordo com Edward Glossop, economista de mercado emergente para a Capital Economics, a economia brasileira provavelmente “seguirá para a sua recessão mais profunda nos próximos 25 anos”.

*Jayashree Rajagopalan é editora do Editage Insights, portal de conhecimento sobre a indústria de publicação científica.

FONTE:EPR Comunicação Corporativa
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